sexta-feira, 17 de agosto de 2012

Jornalista Abel Neto relata sua trajetória profissional

Repórter esportivo contou como foi o inicio da profissão e passou dicas aos profissionais e futuros jornalistas

Foi realizado na última quinta-feira (16 de agosto), na sede da Aceesp (Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo), um bate-papo com o jornalista da TV Globo, Abel Neto. O evento contou com a participação de jornalistas, profissionais de comunicação e estudantes de jornalismo, que tiveram a chance de conhecer a trajetória jornalística de Abel.

Alguns conhecimentos foram compartilhados com a plateia. O jornalista falou sobre o começo de sua carreira, contando como foram os primeiros tempos de jornal impresso e a transição para o jornalismo televisivo.

Abel falou sobre a relação tênue entre o repórter e as fontes, o vínculo nem sempre tão amigável com os assessores de imprensa, a busca por pautas diferentes no jornalismo esportivo (e a aparição repentina delas) e as dificuldades em elaborar as matérias.

A imparcialidade no jornalismo esportivo também foi destacada por Abel. Para ele, o jornalista perde a credibilidade junto ao público quando declara a paixão por algum time de futebol.

Abel Neto contou alguns fatos que presenciou e que ficaram marcados na sua carreira, como a morte do jogador Serginho, do São Caetano, em 2004 e a conquista do ouro olímpico da saltadora Maurren Maggi nas Olimpíadas de Pequim, em 2008 e a experiência e lição aprendida na Jamaica, no mesmo ano.

O repórter foi ao país caribenho gravar reportagens sobre o futebol e atletismo. Por causa do vasto material coletado, Abel decidiu cancelar uma entrevista com o até então desconhecido Usain Bolt. Meses mais tarde, Bolt se tornaria medalhista de ouro nos Jogos de Pequim.

Dicas aos estudantes de jornalismo também foram dadas por Abel. Segundo ele, além da paixão pelo futebol, o jornalista esportivo precisa se manter o mais bem informado e atualizado possível.

Foto: Ricardo Borges

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Silêncio, Londres. A lenda está passando

Bolt pede silêncio na chegada da prova dos 200m. Foto: Reuters


O jamaicano Usain Bolt fez história nos Jogos Olímpicos. Foi o dono da pista, dono do estádio olímpico de Londres. Tornou-se um dos maiores (ou o maior) ídolo da competição de 2012. Tempos de 9s63 nos 100m, e 19s32 nos 200m.

Quem acompanhou as provas do jamaicano, não poderia piscar os olhos para não perder nenhum detalhe. Do inicio ao fim, Bolt cativou o público com suas brincadeiras.

Na chegada da última prova que competiu, os 200m, colocou o dedo indicador esquerdo na boca e pediu silêncio. Pediu a todos que estavam ali, e os telespectadores do mundo inteiro para verem a lenda passar. 

Ele é o “homem espetáculo”. No final da prova fez flexões, pegou a câmera de um dos fotógrafos e tirou fotos do seu compatriota Yohan Blake, que ficou em segundo lugar na frente do também jamaicano Warren Weir.

Beijou o chão, fez o seu já famoso gesto com os braços esticados, entre outras peripécias. Sem dúvida, Usain Bolt é o mais carismático atleta dos Jogos Olímpicos de todos os tempos.

Para ele o esporte é uma diversão. Brinca com ele mesmo, com o mundo, com a mídia. Bolt já tinha avisado que iria se tornar uma lenda. Viu antes que todo mundo, marcou o tempo e a hora. Só faltou ditar as manchetes.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Tá quase lá, Mano!


Mano Menezes pode fazer história na Seleção Brasileira. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra 

Aos trancos e barrancos o time de futebol masculino do Brasil chegou na final da modalidade nos Jogos Olímpicos de Londres.

Poucos acreditaram, mas Mano Menezes e seus comandados podem, enfim, conquistar a sonhada medalha de ouro.

A última vez que a Seleção conseguiu disputar uma final olímpica foi em Seul, 1988, quando o time de Romário, Bebeto e cia, perdeu para a União Soviética por 2 a 1 na prorrogação.

Alguns não dão relevância ao Torneio de Futebol Olímpico e pouco importa se o Brasil conquistar ou não a medalha de ouro.

Porém, a base de jogadores da Seleção para a Copa do Mundo de 2014 está aí. Contestada, mas não podemos deixar de acreditar no talento dos jovens brasileiros.

Contudo, para Mano Menezes, a conquista da medalha de ouro será fundamental para a sua continuação na Seleção Brasileira. Será o jogo de sua vida. Se ganhar, a “classificação” para 2014 estará garantida. Se perder, é bom Mano preparar a poltrona e acompanhar a Copa pela TV de sua casa.

sexta-feira, 27 de julho de 2012

Vale a pena torcer?


Neymar na estreia da Seleção no Jogos Olimpícos. Foto: Ricardo Matsukawa/Terra

A Seleção Brasileira de Futebol estreou com vitória nos Jogos Olímpicos de Londres. Sofrido, mas o suficiente para os comandados de Mano Menezes começarem o torneio com o pé direito.

O futebol é uma modalidade à parte (e estranha) nas Olimpíadas. Os jogos começam antes da cerimônia de abertura, os jogadores não ficam na vila olímpica, junto dos demais atletas olímpicos, a idade permitida para disputar é de até 23 anos, mas pode convocar três jogadores acima dessa idade.

Além disso, é notório que a valorização em torno do futebol nas Olimpíadas é maior do que nos outros esportes. Natação, Atletismo, Judô, Basquete, Vôlei, e outras modalidades não têm o mesmo tratamento que o futebol, seja por parte da mídia, do público, etc.

Se, por acaso, a Seleção de Futebol conquistar a medalha de ouro, e no mesmo dia a saltadora Maurren Maggi também vencer na sua modalidade e conquistar o ouro olímpico, qual será a capa dos jornais no dia seguinte?

Certamente a foto de Neymar estará lá e escutaremos mais a sua voz. A Maurren ficará em segundo plano. Realmente os atletas olímpicos têm pouco espaço na mídia durante o ano. E a cobrança em cima deles é duríssima.

Eles treinam 4 anos para conseguirem a maior condecoração que um atleta pode ganhar. Uma medalha olímpica. Quando ganham perdem espaço porque nosso país é 100% futebol. Com essa injustiça que o nosso país dá aos atletas olímpicos, será que realmente vale a pena torcer pelo futebol nas Olimpíadas?

quinta-feira, 19 de julho de 2012

Efemérides Futebolísticas: 19 de Julho

Sport Club Rio Grande

19/7/1900 - Fundação do Sport Club Rio Grande, da cidade de mesmo nome, o clube de futebol mais antigo em atividade no país. Isto motivou a instituição do Dia do Futebol Brasileiro, em homenagem à equipe gaúcha.

19/7/1908 - Fundado o Sport Feyenoord de Rotterdam, o clube mais popular da Holanda e o terceiro maior campeão do país, atrás do Ajax e do PSV. Entre diversos títulos conquistados podemos destacar a Copa da UEFA em 1974 e 2002, Copa dos Campeões da Europa em 1970 e a Copa Intercontinental em 1970.

19/7/1919 - Fundação do Blumenau Esporte Clube, equipe catarinense da cidade de mesmo nome, que recebeu vários nomes ate receber esta denominação em 1980, inicialmente Brasil Football Club, a partir de 1936, Recreativo Brasil Esporte Clube, e entre 1944 e 1980, Palmeiras Esporte Clube. Ao conquistar o vice-campeonato estadual de 1988, chegou a participar da Copa do Brasil.

19/7/1966 - Pela Primeira Fase da Copa do Mundo de 1966, no Estádio Goodison Park, em Liverpool o Brasil perde para Portugal por 3 a 1, gols de Simões e Eusébio(2) para Portugal e Rildo para o Brasil. Jogo que ficou marcado pela caça a Pelé.

19/7/1966 – O jogo realizado no Ayresome Park Stadium, em Middelsbrough, foi o que marcou a maior surpresa da Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra, quando aos 42’ do primeiro tempo D. Pak marca o gol da vitória da Coréria do Norte sobre a Itália, decretando a eliminação dos italianos e a classificação dos norte-coreanos.

19/7/1979 - Nasceu na cidade pernambucana de Vitória de Santo Antão, Josué Anunciado de Oliveira. O meio-campo Josué se destacou no Goiás o que o levou ao São Paulo onde, dentre outras conquistas, foi campeão da Taça Libertadores e o Mundial em 2005, que o levou a se convocado para a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul.

19/7/1989 - O primeiro gol da história da Copa do Brasil foi marcado pelo rubro negro Alcindo na vitória do Flamengo por 2 a 0 frente o Paysandu em partida realizada no estádio da Gávea.

19/7/1992 - Na primeira partida da final, o Flamengo havia aniquilado o Botafogo, com uma goleada de 3 a 0. Sendo assim, o empate por 2 gols, no jogo de volta, foi o suficiente para a conquista de seu quinto título brasileiro em 1992. Os gols do Rubro Negro foram marcados por Junior e Julio César, já Pichetti e Valdeir empataram para o Botafogo.

Créditos: memoriafutebol.com.br

quarta-feira, 18 de julho de 2012

O começo de uma nova era?




Créditos: PSG.fr


O Paris Saint-Germain fechou a contratação do atacante Zlatan Ibrahimovic. O sueco chega para ser a referência no ataque do time francês, o mais novo milionário da Europa. A temporada promete ser de empolgação para os torcedores do PSG.

O clube controlado por um grupo de investidores árabes se reforçou ainda mais, contratando o atacante argentino Ezequiel Lavezzi, ex - Napoli e o zagueiro brasileiro Thiago Silva, ex - Milan. Outros grandes jogadores, como Javier Pastore, Diego Lugano e Ménez ainda permanecem no time. Mesmo com um forte elenco, a temporada passada não foi boa.

A equipe não correspondeu às expectativas criadas, ficando em segundo lugar no Campeonato Francês, embora tenha conquistado o direito de disputar a Liga dos Campeões. Agora será uma grande oportunidade para o time francês ocupar um lugar entre os grandes da Europa.

O elenco milionário ainda sonha com o brasileiro Kaká, que continua encostado no Real Madrid. Grandes craques chegaram, mas e o entrosamento entre eles? A demora em acertar o time pode ser um problema ao Paris Saint-Germain.

A seca por títulos internacionais é grande - o último foi a Copa Intertoto da UEFA, em 2001- e os Boulogne Boys, como é chamada a torcida do PSG, esperam por uma nova era. Não somente de grandes jogadores, mas de grandes conquistas.

sábado, 14 de julho de 2012

Futsal e Skate sonham com lugar nas Olimpíadas

Esportes populares entre os jovens brigam por lugar nos jogos olímpicos


Os jogos olímpicos estão se aproximando. A cidade de Londres será sede do maior evento esportivo do planeta. No dia 27 de julho o mundo irá acompanhar as mais diversas modalidades esportivas, incluindo as já tradicionais, como o atletismo, natação, basquete, vôlei e futebol. Ao todo são vinte e nove modalidades de vinte e seis esportes, dois a menos em relação à última Olimpíada realizada em 2008, na cidade de Pequim.

Contudo, alguns esportes populares nunca fizeram parte dos jogos olímpicos como é o caso do Futsal e do Skate, sempre presentes na vida das crianças e dos adolescentes. O Brasil pode ser considerado o país do Futsal, pois é o maior detentor de títulos mundiais (seis, contando com as edições organizadas pela extinta Federação Internacional de Futebol de Salão) e é visto por muitos como o esporte com maior número de praticantes.

O jornalista esportivo e Doutor em Comunicação pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, Márcio de Oliveira Guerra, acredita que o Futsal já deveria fazer parte dos jogos olímpicos há muito tempo. “A Confederação Brasileira de Futebol de Salão (CBFS), é muito próxima com FIFA. Isto poderia facilitar sua inclusão nos jogos olímpicos. Mas, ao que me parece, ocorre uma divergência política entre algumas federações, por isso não foi possível uma aprovação do Comitê Olímpico Internacional”, explica Márcio.

O Skate é um esporte que sempre fez a cabeça dos jovens. Surgido nos anos 80, ele faz parte da cultura norte-americana e tornou-se popular em terras tupiniquins. A União Ciclística Internacional (UCI), já estudou a possibilidade do Skate e do BMX, serem inclusos nos próximos jogos do Rio de Janeiro. A ideia da entidade é atrair um maior número de jovens e de fãs de esportes radicais. Para Márcio Guerra, a imagem do Skate sempre foi negativa. O que interfere na sua inclusão nas Olimpíadas. “Imagino que o Skate sofra algum tipo de preconceito”, disse.

Márcio ainda salienta uma solução na inserção desses esportes nos jogos olímpicos. “O Comitê Olímpico Internacional deveria propor o Futsal e o Skate como modalidades esportivas de exibição. Seria a chance de mostrar ao mundo que está na hora de ambos integrarem o quadro olímpico”, completa.

Resta esperar que os “senhores dos anéis olímpicos” olhem com bons olhos para estes dois esportes, tão queridos entre os brasileiros.